Uma Igreja Viva e Ministerial

vocação

Entramos no novo ano de 2016. Um ano especial em que, além de viver o Jubileu da Misericórdia, precisamos acolher com carinho a Exortação Apostólica ‘Amoris Laetitia’ sobre a Família e cuidar de Trabalhos importantes como sistematizar experiências pastorais, fazer o levantamento patrimonial e outras decisões importantes que a Diocese de Tianguá precisa encarar. Hoje, considero a questão ministerial. Minha atenção se centra nas providências que o Dono da vinha, o Senhor da messe e o Pastor do rebanho precisam tomar para manter produtivas as propriedades de Deus. Refiro-me à preocupação vocacional numa Igreja que está em franco crescimento. Nossa Igreja Particular precisa de operários em continuidade. É a falta de operários que, segundo o Senhor Jesus nos alerta, coloca a colheita em perigo de se perder. Hoje, encontramos na Igreja uma rica variedade de trabalhadores e trabalhadoras que respondem com excelente disposição aos múltiplos serviços necessários para a vida das comunidades. Temos serviços comuns, diários, assumidos com simplicidade por inúmeros fiéis; outros serviços são mais extraordinários (ministérios laicais); outros são indispensáveis na vida das comunidades (ministérios ordenados). O importante é preparar sem descanso todos os serviços e ministérios.

Pensar a Igreja como uma instituição toda ela ministerial obriga a estar constantemente atento às necessidades dos serviços que devem estar cobertos. Importante é ter sempre servidores no ponto; do Bispo até o mais humilde curador da casa. Temos assistido, na diocese, a um forte crescimento de Ministros Laicais que celebram o Culto Dominical (Palavra) ; Ministros que distribuem o Corpo do Senhor aos fiéis na Igreja e aos Enfermos, em casa. A eles se unem agora os Ministros do Anúncio Missionário que atuarão como Missionários Permanentes procurando as ovelhas que nunca entraram no redil ou que já estiveram lá e ficaram desgarradas.Ministros, ainda, do Batismo e Ministros da Coordenação Pastoral. E os Pastores? Será que a abundância dos servidores não-ordenados dispensa a presença dos Pastores ordenados? Nunca. O Ministério Ordenado é imprescindível para a vida das Comunidades. Ministério sacramental que canaliza a Graça de Deus e dá coesão e unidade ao Povo de Deus.

Neste momento, nossa Diocese precisa intensificar o preparo de Pastores: No Propedêutico temos 06 candidatos, na Filosofia 02 e na Teologia 04. Certamente, há um numeroso grupo de Aspirantes (uns 20 a 25). Convém cultivar logo as sementes da vocação para que estejam no ponto quando a Igreja precisar. O Ministério dos Diáconos Permanentes é outro motivo de esperança. Logo mais, começará uma nova turma, o que para nós é motivo de muita alegria. Irmãos, irmãs, presbíteros, religiosos e leigos, todos somos convocados a construir uma Igreja toda ela Ministerial, participativa e dinâmica, alegre e multifacetada, sinal da beleza do Reino de Deus, onde todos terão seu lugar.

Francisco Javier Hernández Arnedo, OAR

 

Liturgia Diária

Evangelho: 5ª feira da 2ª Semana do Advento

Santo: São João da Cruz

Mensagem do Bispo

Uma Igreja Viva e Ministerial