Igreja e Sociedade

Igreja e Sociedade.Passadas as férias benéficas de janeiro e já liberados dos atropelos do Carnaval, nosso espírito apostólico começa a dar sinais de atenção às novas demandas já estampadas no planejamento pastoral, diocesano e paroquial, que com tanto cuidado deixamos elaborados na entrada do novo ano de 2015.

E eis que a primeira experiência pastoral forte que somos solicitados a viver, na comunidade cristã, é a experiência renovadora da Quaresma. Ela nos convoca a viver uma ampla e profunda conversão que signifique mudança radical de atitudes; não só no âmbito pessoal, mas, também no social. É neste espaço da conversão social que se protegem os valores da pessoa humana e se constroem relações sociais dignas, necessárias para dar sustentação a comportamentos sociais que dignifiquem a pessoa humana.

A favor deste cultivo de valores, socialmente significativos, é que se posiciona a Campanha da Fraternidade. Ela tem despertado mudanças de mentalidade e posicionamentos positivos diante das necessidades mais básicas que se revelam de interesse da sociedade. Na mira, e como preocupação preferencial, está sempre a vida dos mais pobres e excluídos, para respeitar as exigências do Bem Comum e a Justiça Social.

O Tema da Campanha da Fraternidade deste ano reza assim: “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e o Lema: “Eu vim para servir”. O que ela quer suscitar é a reflexão sobre a relação que deve existir entre a Igreja e a Sociedade. São duas realidades nas quais nos sentimos imersos, como cristãos e como cidadãos. Sentimos que entre elas, deve se implantar o diálogo permanente e a colaboração aberta que possibilitem o bem maior do povo brasileiro e a própria edificação do Reino de Deus entre nós.

Foi o Concílio Vaticano II quem colocou as bases desta abertura da Igreja ao diálogo e à colaboração com a sociedade, ao oferecer com simplicidade seus préstimos à construção digna e feliz da humanidade. Na ‘Gaudium et Spes’ deixou consignado que a Igreja “não pode manifestar mais eloquentemente sua solidariedade, respeito e amor para com a inteira família humana do que estabelecendo com ela o diálogo” sobre as questões que a preocupam, iluminando-as com a luz do Evangelho (GS 1-3). A CF poderá apontar os caminhos concretos que favoreçam o diálogo e a colaboração.

 

D. Francisco Javier Hernández Arnedo, OAR
Bispo da Diocese de Tianguá

 

Liturgia Diária

Evangelho: Santa Maria Madalena. Memória

Santo: Santa Maria Madalena

Mensagem do Bispo

Uma Igreja Viva e Ministerial