Cáritas de Tianguá realiza II Encontro Diocesano de Juventudes e I Festival Interdiocesano de Arte e Cultura

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 Cáritas da Diocese de Tianguá

Aconteceu nos dias 19, 20 e 21 de agosto no Assentamento Valparaíso de Tianguá o II Encontro Diocesano de Juventudes e I Festival Interdiocesano de Arte e Cultura realizada pela Cáritas de Tianguá por meio do Programa Infância, Adolescência e Juventudes – PIAJ, em parceria com as Cáritas de Sobral, Crateús e grupo Jovens Organizados Construindo História – JOCH. Um solo sagrado que traz em sua história a resistência de um povo que lutou pelo direito a uma terra onde pudessem viver e fazer brotar a semente do sustento, da arte e da cultura, e por assim incentivar o empoderamento das futuras gerações.

 Há 29 anos a terra foi conquistada, até aqui muitos outros direitos foram assegurados a partir da organização e engajamento das assentadas/os. A história foi contada ludicamente pelos primeiros sujeitos que protagonizaram as raízes do assentamento. O aconchego do lugar e das pessoas que os acolhia logo despertou o sentimento de serem todos parte de uma única família. Ao todo, participaram 130 jovens, vindas e vindos de lugares diversos com culturas e vivências diferentes, mas todas/os plenos em ternura e desejo de protagonizar uma nova sociedade terna e solidária para todos os povos. Dos 130 jovens, 20 eram de Sobral, 16 de Crateús e 94 da Diocese de Tianguá.

Frente aos tempos turbulentos e retrocedentes de nosso país, ousaram discutir os aspectos que falam e afetam diretamente as juventudes, sobretudo, no que se refere aos seus direitos. O tema trazia o grito: “Juventudes do campo e cidade: por direitos e participação popular!”, onde foi pautada a conjuntura política e eclesial pelos assessores Erivan Silva da Cáritas de Sobral e Carlos Jardel da CEBs de Tianguá. Durante a explanação, os jovens foram convidados a se perceberem e analisarem com criticidade seu comportamento e seu engajamento nas muitas pastorais, igrejas, grupos de jovens e demais espaços sociais, entendendo que a mudança do espaço social começa com a mudança do sujeito, da juventude. Só a partir disso se dá o processo de transformação da sociedade. É olhar para si e “cobrar o que a história conta, reza e cheira.como afirma o jovem Marciel Melo, da PJ de Crateús.

Junto ao encontro foi realizado o I Festival de Arte e Cultura do inter Sobral/Tianguá/Crateús, e a noite de sábado foi recheada de animação e muito talento. Teve apresentação local, ciranda, apresentação das oficinas de Fotografia, Maculelê e Teatro, capoeira, samba de roda, dança indígena dos povos Tapuya Kariri e um forró improvisado. A expressão artística das juventudes é uma forma de resistir e externar a vida pulsante em cada um!

Quase findando o encontro, as juventudes se ajuntaram a comunidade para celebrar a(s) espiritualidade(s) libertadora e gratidão ao Deus da vida, pela caminhada percorrida. Juntos cantaram, dançaram e fizeram memória dos mártires que derramaram seu sangue pelo Reino.

Foram dias intensos. A gratuidade dos sorrisos e a fraternidade nos olhares demostraram o quão especial foi cada momento. As palavras da canção “O mesmo rosto” de Jorge Trevisol embalou a mística de encerramento e envio trazendo a afirmação: “O rosto de Deus é jovem também, e o sonho mais lindo é ele quem tem. Deus não envelhece, tampouco morreu continua vivo no povo que é seu. Se a juventude viesse a faltar o rosto de Deus iria mudar”.

Se a juventude viesse a faltar, o rosto de Deus iria mudar.

 

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